Festival celebra sabores, tradições e manifestações culturais do Cerrado

Dia 15 de maio, das 14h às 22h

A riqueza gastronômica, cultural e simbólica do Cerrado será celebrada neste sábado (15), com a realização da primeira edição do Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense. O evento acontece das 14h às 22h, na Casa Baco, no Casapark, reunindo chefs, produtores, artistas e representantes de comunidades tradicionais em uma programação gratuita voltada à valorização do bioma e de seus saberes.

Idealizado pela produtora cultural Tati dos Anjos em parceria com o chef Gil Guimarães, o festival nasce com a proposta de aproximar o público da identidade cerratense por meio de experiências que conectam gastronomia, música, dança e formação cultural. Ingredientes típicos como pequi, baru, araticum, cagaita e cajuzinho do Cerrado estarão presentes em pratos, oficinas e vivências ao longo do dia.

Segundo Gil Guimarães, a iniciativa busca fortalecer a relação entre cultura alimentar, território e memória. “A ideia é mostrar como o Cerrado pode estar presente à mesa, por meio da nossa cultura e da nossa gastronomia, valorizando pequenos produtores, a Ceasa e comunidades tradicionais como os Kalungas. Em um mundo cada vez mais globalizado, valorizar o que é da nossa terra talvez seja um dos gestos mais importantes que podemos fazer pela cultura”, afirma.

Para Tati dos Anjos, o festival também propõe uma reflexão sobre pertencimento e preservação. “O festival vem para reforçar a importância do bioma não apenas nas suas manifestações culturais, como dança, música e gastronomia, mas também no ser cerratense, aquele que compreende a importância de preservar esse território para as futuras gerações”, destaca.

Ao longo da programação, o público poderá conhecer produtos de comunidades representadas pela Cooperativa Central do Cerrado, organização que atua no fortalecimento da economia local por meio do uso sustentável da biodiversidade.

As crianças e famílias também terão espaço no evento com a oficina de pizza cerratense, conduzida pelo chef Marco Silva, em uma proposta que une aprendizado e brincadeira com ingredientes regionais. O Senac-DF participa da programação com a oficina Sabores do Cerrado, que apresenta uma releitura da carbonara com linguicinha artesanal e pequi.

Além das oficinas, a Casa Baco preparou um menu especial para o festival, com pratos criados a partir de ingredientes típicos do bioma em interpretações contemporâneas.

A programação cultural inclui oficina e apresentação de catira com o grupo Divino Pai Eterno, além de uma vivência em ritmos e danças do oeste africano com a artista Nanãn. À noite, as atrações musicais ficam por conta do quarteto de Nanãn Matos, do DJ Psylohat, da Chapada dos Veadeiros, e da banda Pé de Cerrado, que encerra o festival com o espetáculo Cultura Candanga, reunindo ritmos como coco, maracatu, ciranda, forró e frevo. Com proposta inclusiva, o evento também contará com recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição e materiais em braile.

Programação

Das 14h às 22h – Exposição de produtos Central do Cerrado

14h – Oficina de Pizza Cerratense para crianças com Marco Silva

15h – Oficina Sabores do Cerrado – Carbonara com linguicinha artesanal e pequi (Senac-DF) 

16h – Oficina e Apresentação de Catira Divino Pai Eterno.

17h –  Oficina de Ritmos e Dança do Oeste Africano

18h –  Tachada: Aula-show de gastronomia com os chefs Gil Guimarães, Léo Hamu e Júlia Almeida

18h50 – Abertura com o ator Murilo Grossi 

19h  – Show de  Nãnan Quarteto

20h – DJ Psylohat (Chapada dos Veadeiros)

20h30 – Show com Grupo Cultural Pé de Cerrado

22h Encerramento