Casapark promove exposição inédita que revela um Athos pouco conhecido

até 27 de Outubro

A abertura de Entre Tempos, em 22 de setembro, marca oficialmente o início da segunda edição da DW! Brasília, que homenageia Athos Bulcão

Mais de 40 obras de Athos Bulcão, algumas nunca exibidas ao público, estarão reunidas na exposição Entre Tempos, que abre no dia 22 de setembro, no Mezanino da Livraria Travessa, no Casapark. Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, a mostra percorre quase seis décadas da produção do artista, de 1943 aos anos 2000, a partir de trabalhos pertencentes a colecionadores particulares.

A abertura de Entre Tempos marca oficialmente o início da DW! Semana de Design de Brasília, realizada de 22 a 25 de setembro. Athos Bulcão será o artista homenageado desta edição, aproximando ainda mais a programação dos universos da arte, da arquitetura e do design que ajudaram a construir a identidade da capital. A exposição, no entanto, extrapola o período da DW! e segue em cartaz no Casapark até 27 de outubro.

Reunidas a partir de acervos particulares de vários colecionadores, as obras carregam também histórias que ultrapassam seu valor artístico. A proposta da mostra considera a relação construída entre os colecionadores e Athos e os vínculos afetivos que acompanharam a formação dessas coleções.

“Nós escolhemos apresentar essas obras pertencentes a colecionadores a partir da relação afetiva e significativa que eles construíram com Athos. Essa conexão pessoal revela não apenas o valor artístico, mas também as histórias, as memórias e os vínculos que existem por trás de cada escolha. Tenho certeza de que será uma exposição muito especial e importante para Brasília”, afirma Ivana Valença, diretora de Marketing do Casapark.

Entre Tempos percorre um arco que começa em 1943 e chega aos anos 2000, permitindo acompanhar mudanças de linguagem, suportes e interesses ao longo de quase seis décadas. A seleção reúne desenhos, pinturas a óleo e acrílica e trabalhos que se afastam da imagem mais difundida de Athos como mestre da azulejaria geométrica.

Entre as surpresas está uma série dedicada ao Carnaval, ligada às memórias de infância e juventude do artista no Catete, no Rio de Janeiro. Também estarão presentes obras que remetem aos três anos em que Athos estudou medicina. Ele dizia gostar especialmente das aulas de anatomia porque podia desenhar e, décadas depois, células, peles e estruturas orgânicas reapareceram em suas composições.

Para Valéria Cabral, o contato com os acervos particulares permitiu revelar aspectos pouco conhecidos da produção do artista. “Quando fui ver a coleção, encontrei obras de 1943 e coisas que nunca tinha visto na vida”, conta. “Antes de mais nada, Athos era um desenhista. Era o que ele gostava de fazer.”

“Queremos também ampliar o acesso do público a esse importante acervo, proporcionando conhecimento e aproximando os visitantes da trajetória e da produção de um artista de grande relevância para Brasília. A nossa iniciativa é contribuir para a valorização, a preservação e a difusão do seu legado artístico e cultural”, acrescenta Ivana Valença.

A exposição conta ainda com pesquisa historiográfica de Caetano Xavier de Albuquerque e texto de Marília Panitz, que ajudam a organizar as obras dentro de uma cronologia capaz de revelar continuidades e rupturas na produção de Athos.

Serviço

Entre Tempos – Athos Bulcão
Abertura: 22 de setembro
Visitação: 23 de setembro a 13 de outubro/  segunda à sábado, das 10h às 22h/ domingos e feriados, das 12h às 20h
Local: Mezanino da Livraria Travessa – Casapark
Realização: Casapark, em parceria com a Fundação Athos Bulcão
Instagram: @casapark